A espectroscopia de transmissão e a busca por bioassinaturas atmosféricas em exoplanetas rochosos. Durante milênios, a humanidade contemplou o firmamento noturno questionando se o nosso planeta seria um oásis biológico isolado no cosmos ou apenas um entre incontáveis mundos habitados. A transição dessa dúvida milenar do terreno puramente filosófico para o rigor do método científico começou a se concretizar no final do século vinte com a detecção dos primeiros planetas orbitando estrelas semelhantes ao nosso Sol fora do Sistema Solar. Nas décadas seguintes, telescópios espaciais dedicados e observatórios terrestres catalogaram milhares desses corpos celestes, revelando uma diversidade geológica e climática muito superior àquela observada em nossa vizinhança planetária imediata. No entanto, a simples contagem estatística de planetas em zonas habitáveis não é suficiente para comprovar a existência de vida extraterrestre. A nova fronteira da astrofísica contemporânea reside na espectroscop...