A hidrotermia dos oceanos subglaciais em luas geladas e os limites da quimiossíntese biológica no Sistema Solar exterior.
A hidrotermia dos oceanos subglaciais em luas geladas e os limites da quimiossíntese biológica no Sistema Solar exterior. Durante muito tempo, o modelo padrão com o qual os astrônomos procuravam mundos potencialmente habitáveis pelo cosmos apoiava-se quase que exclusivamente no conceito da chamada zona habitável clássica de uma estrela. Conforme analisamos em artigos anteriores sobre a terraformação da atmosfera marciana, as cidades flutuantes suspensas na camada amena de Vênus e o uso da lente gravitacional solar para fotografar planetas orbitando outros sistemas estelares, a premissa fundamental da biologia tradicional sempre exigiu luz solar abundante para manter a água em estado líquido na superfície das rochas. Sob essa ótica convencional, mundos afastados como Júpiter e Saturno, que orbitam centenas de milhões de quilômetros além de Marte, eram vistos apenas como esferas estéreis, frias e castigadas por temperaturas que descem a mais de cento e cinquenta graus Celsius negativos. ...