O mistério dos ruídos de rádio misteriosos gerados por objetos que deveriam estar mortos. A astronomia de rádio passou por uma reviravolta com a identificação de fontes de emissão transitória que piscam no céu de forma incrivelmente lenta. Tradicionalmente, objetos densos como estrelas de nêutrons e púlsares possuem rotações aceleradas, emitindo feixes de radiação a cada poucos segundos ou milissegundos. No entanto, a descoberta de púlsares de período ultra-longo — objetos que liberam rajadas massivas de energia em intervalos de dezenas de minutos — desafia os limites dos modelos teóricos de emissão eletromagnética. De acordo com a física clássica desses corpos, uma rotação tão desacelerada deveria cruzar a chamada linha de morte, um limite térmico e magnético onde a produção de partículas recarrega o campo e cessa a emissão de ondas de rádio. O fato de esses transmissores cósmicos continuarem ativos sugere a existência de magnetars extremamente antigos ou sistemas binários com dinâmic...
O desvio imperceptível da rota de um asteroide que confirmou o sucesso da defesa planetária. A capacidade de alterar a trajetória de um corpo celeste no espaço deixou de ser uma teoria abstrata e tornou-se um marco consolidado da engenharia de precisão orbital. Ao colidir intencionalmente uma sonda de alta velocidade contra uma pequena lua de um sistema de asteroides duplos, a física mecânica do impacto transferiu impulso suficiente para encurtar o período orbital do corpo menor em dezenas de minutos. O aspecto mais desafiador da missão esteve no sistema de navegação autônoma em tempo real, que precisou rastrear e mirar um alvo minúsculo localizado a milhões de quilômetros da Terra nos instantes finais da aproximação, onde o atraso na comunicação inviabilizava qualquer controle manual. A medição exata dessa alteração orbital provou que o impacto cinético é uma técnica viável para proteger o nosso planeta de possíveis colisões futuras, além de demonstrar a eficiência do processamento óp...