A estrela que pisca de forma caótica desafia a astrofísica e as leis da termodinâmica. A busca por exoplanetas — mundos orbitando outras estrelas — sempre dependeu de um método de engenharia extremamente preciso conhecido como método de trânsito. Telescópios espaciais, como o célebre telescópio Kepler da NASA, monitoram o brilho de milhares de estrelas simultaneamente. Quando um planeta passa diretamente entre o telescópio e a sua estrela hospedeira, ele bloqueia uma fração minúscula da luz. Esse bloqueio gera uma curva de luz perfeitamente simétrica, periódica e previsível. Um planeta gigante como Júpiter, por exemplo, diminui o brilho de uma estrela em cerca de um por cento. No entanto, em meados da década de 2010, uma estrela comum localizada na constelação de Cisne, catalogada como KIC 8462852 e carinhosamente batizada de Estrela de Tabby, quebrou todos os padrões matemáticos estabelecidos. Os dados revelaram quedas de brilho absurdas, totalmente assimétricas e sem qualquer periodi...