A engenharia da propulsão nuclear térmica e os reatores bimodais para missões interplanetárias tripuladas
A engenharia da propulsão nuclear térmica e os reatores bimodais para missões interplanetárias tripuladas A conquista definitiva do espaço profundo e o estabelecimento de rotas regulares entre a Terra e Marte esbarram nos limites fundamentais da propulsão química convencional. Como analisado em discussões anteriores sobre a física de propulsão por vela de luz, os escudos magnéticos ativos contra radiação e a mineração de recursos em asteroides, o peso proibitivo do combustível imposto pela clássica equação de foguetes de Tsiolkovsky restringe a capacidade de carga útil e prolonga o tempo de viagem interplanetária por vários meses. Esse longo período em trânsito expõe os astronautas aos perigos cumulativos da microgravidade prolongada e da radiação ionizante galáctica. Para reduzir os tempos de voo pela metade e viabilizar janelas de lançamento flexíveis e seguras, a engenharia aeroespacial e a física de reatores desenvolveram os sistemas de propulsão nuclear térmica e motores bimodais ...