A astrobiologia dos oceanos de amônia em superterras frias e os limites da vida sem água líquida no cosmos.
A astrobiologia dos oceanos de amônia em superterras frias e os limites da vida sem água líquida no cosmos. Ao longo da nossa investigação sobre os caminhos da exploração espacial e as condições para o surgimento de biosferas além da Terra, deparamo-nos frequentemente com o modelo centrado na água líquida como o solvente obrigatório para qualquer química biológica. Conforme exploramos em artigos anteriores sobre as cidades flutuantes sustentadas pelo ar nas nuvens amenas de Vênus, a quimiossíntese ao redor de fontes hidrotermais ocultas nos oceanos subglaciais de Europa e Encélado e os lagos criogênicos de hidrocarbonetos na superfície de Titã, a astrobiologia contemporânea vem derrubando barreiras teóricas uma após a outra. O universo observável abriga uma quantidade astronômica de planetas que orbitam longe demais de suas estrelas para abrigar mares mornos como os nossos, mas que são massivos e quentes demais para congelarem como blocos inertes de gelo puro. Essa classe abundante de ...