O sistema operacional que você usa no dia a dia pode estar explorando crateras em Marte agora mesmo.
Durante décadas, a exploração espacial dependeu de softwares proprietários extremamente fechados e rígidos, desenvolvidos do zero para cada missão. Isso mudou drasticamente com missões recentes, como a do helicóptero Ingenuity e do rover Perseverance, que levaram o Linux e diversas ferramentas de código aberto (Open Source) para outro planeta. Essa transição tecnológica permite que os engenheiros da NASA utilizem bibliotecas de programação já testadas por milhões de desenvolvedores na Terra, facilitando a inovação e a resolução de problemas complexos de forma colaborativa. Ver um código que nasceu em servidores terrestres sendo adaptado para processar voos autônomos em uma atmosfera rala é um testemunho da maturidade da engenharia de software moderna e de como a tecnologia compartilhada está encurtando a distância entre o seu computador e as estrelas.
Para aprender mais sobre o assunto:
Qual é o nome do framework de voo da NASA que foi disponibilizado de forma aberta no GitHub e utilizado no Ingenuity?
Como os engenheiros lidam com o fenômeno do "bit flip" causado pela radiação em sistemas operacionais que rodam em Marte?
Quais são as vantagens de usar hardware comercial comum (COTS) em conjunto com Linux em missões espaciais de baixo custo?
Aplique a regra da engenharia:
Prever, Procurar, Aprender e Preparar, Praticar, Aplicar (PPA)².
Bons estudos,
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